Sua empresa já está preparada para o eSocial?

24/10/2017

Após 03 anos de expectativa e paciente espera, as empresas deverão realizar a transmissão de suas informações trabalhistas e previdenciárias no SPED (Sistema Público de Escrituração Digital) por meio do e-Social. A partir de janeiro de 2018, a transmissão será obrigatória para empresas que tiveram faturamento acima de 78 milhões de reais durante o ano de 2016 e as demais empresas a partir de junho de 2018, farão a transmissão de todos os dados relacionados aos seus funcionários de forma completa e detalhada. Mas será que sua empresa está realmente preparada para isso?


 Embora essa unificação dos tributos e uma forma semelhante de envio já estejam ocorrendo desde outubro de 2015 pelo e-social doméstico, grande parte das empresas não estão preparadas para a entrega de suas obrigações nesse novo formato (ou não tem conhecimento dos impactos causados por uma informação incorreta ou deixada de enviar). Antes de fazermos uma análise sobre essa nova obrigação, é importante termos o conhecimento de que: O e-Social não trouxe alteração alguma a legislação trabalhista, pois ele requer apenas que as leis criadas sejam cumpridas e o SPED é um meio eletrônico de envio e recebimento de informações, que permite que rotinas devidamente programadas possam analisar, armazenar, validar pela legislação e distribuir aos órgãos envolvidos, para que estes possam confrontar a mesma informação proveniente de outros canais, identificando assim, irregularidade e fiscalizando as empresas de modo mais eficiente e eficaz. Ou seja, a partir dessas datas, as empresas abrirão seus livros de registros de funcionários e sua folha de pagamento detalhadamente ao fisco, para que ele possa rastrear e testar a veracidade das informações.

 

Uma empresa que queira se preparar para esse evento, deve realizar uma análise sobre as suas práticas e sua cultura, pois algumas atividades irão requerer planejamento para serem executadas, por exemplo: As admissões, tal qual requerido na legislação, precisarão ser informadas com antecedência e a ausência de documentos como o PIS, não permitirão que o funcionário seja registrado. Também seguirá os prazos prescritos: as aberturas de CAT, rescisões, afastamentos e etc. O atraso no envio dessas informações sujeitará a empresa às multas já previstas na legislação previdenciária, fiscal, trabalhista e do FGTS.


Dessa forma, a empresa que ainda não esteja certa sobre suas práticas e queira evitar desconforto, deve buscar capacitar seus profissionais de departamento pessoal e recursos humanos, para que estes estejam habilitados e prontos a atuar conforme legislação. Mesmo a empresa que não possui um departamento interno, deve entrar em contato com seu contador para se certificar que o mesmo esteja preparado com orientações sobre o e-social e auxilie no processo de correção (se necessário), além da preparação de documentos e processos da empresa para o uso dessa nova ferramenta.


Gostou do tema ou ficou com alguma dúvida? Deixe sua opinião aqui nos comentários, teremos o prazer de responder a todos.

Compartilhe
Please reload

Matérias em Destaque

Opção pelo Simples Nacional 2019

27/11/2018

1/10
Please reload

Últimas Matérias
Please reload

Inscreva-se em nosso canal
Histórico de Matérias